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Paraná lidera exportação de suínos reprodutores
O Deral divulgou no Paraná boletim que aponta liderança do Estado na exportação de suínos reprodutores e avanço de 37% na colheita da soja, além de dados sobre carnes, milho e feijão.
02/03/2026

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), divulgou em 26 de fevereiro o Boletim Conjuntural com dados da última semana do mês. Entre os destaques, o Estado aparece como maior exportador brasileiro de suínos reprodutores de raça pura, segmento de alto valor genético e relevância estratégica para a suinocultura.
Em 2025, o Paraná respondeu por 62,1% da receita nacional com exportações de suínos de genética superior, totalizando US$ 1,087 milhão. O Paraguai foi o principal destino, seguido por mercados como Argentina, Uruguai e Bolívia. A médica veterinária e analista do Deral, Priscila Marcenovicz, afirma que “essa escolha pelo Paraná mostra, mais uma vez, que o Estado tem genética de ponta e sanidade do rebanho”.
No mercado de carnes, o boletim registra que as exportações brasileiras de carne bovina atingiram 258,94 mil toneladas no mês analisado, volume mais de 25% superior ao mesmo período do ano anterior. Há atenção para a cota chinesa de importação, fixada em 1,1 milhão de toneladas. Apenas em janeiro, mais de 10% desse limite foi utilizado, o que pode provocar ajustes de preços ao longo do ano. No mercado interno, cortes bovinos pesquisados pelo Deral apresentaram alta, com o filé mignon acumulando 17% em 12 meses.
Na avicultura de corte, o cenário indica margens positivas ao produtor paranaense. O custo de produção do frango vivo encerrou 2025 em R$ 4,65 por quilo, queda de 2,9% em relação ao ano anterior, influenciado principalmente pelo recuo de 8,92% no preço da ração. O valor médio recebido pelo produtor foi de R$ 4,92 por quilo, 4,2% acima do custo médio anual.
No segmento de grãos, a soja mantém estimativa de 22,12 milhões de toneladas para a safra 2025/26. A colheita alcança 37% dos 5,77 milhões de hectares plantados, ritmo considerado dentro da normalidade histórica. O avanço da colheita influencia diretamente o plantio do milho segunda safra e a organização da janela de semeadura.
O milho soma previsão de 21,1 milhões de toneladas nas duas safras. A primeira safra está com 42% da área colhida, enquanto o plantio da segunda atinge 45% dos 2,86 milhões de hectares previstos. Segundo o analista do Deral, Edmar Gervasio, “estamos tendo uma recuperação de área de plantio”. Ele acrescenta que houve aumento superior a 20% na área da primeira safra e que a produtividade tem sido elevada, com expectativa de cerca de 3,6 milhões de toneladas no primeiro ciclo.
O feijão apresenta retração de área na segunda safra. De acordo com o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, trata-se de uma decisão de cautela do produtor diante de custos de manejo. Ele observa que, para o consumidor, a elevação de preços ocorre de forma gradual e que estoques no varejo amortecem repasses imediatos.
No tomate, a transição entre safras trouxe variações expressivas. Com 78% da primeira safra colhida, os preços ao consumidor subiram 44% em janeiro frente a dezembro. Em fevereiro, o atacado na Ceasa de Curitiba registrou queda de 40%. Para o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade, “em linhas gerais, mesmo com a oscilação, os preços do tomate estão em dia”, destacando que a produção estadual apresenta bons rendimentos.
Fonte: Agro e Prosa TV



