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Entraves pós-Brexit pressionam exportações de carne suína britânica
26/05/2026
Custos adicionais e burocracia reduzem competitividade no mercado europeu e afetam produtores e indústria

As barreiras sanitárias e fitossanitárias impostas após o Brexit continuam a impactar diretamente a suinocultura do Reino Unido, elevando custos e dificultando o acesso ao mercado europeu. Representantes da indústria apontam que, apesar do alinhamento entre as normas britânicas e da União Europeia, a burocracia e as exigências operacionais têm reduzido a competitividade das exportações, especialmente no segmento de carne suína.
Entre os principais entraves estão os certificados sanitários, aprovações veterinárias e procedimentos alfandegários, que passaram a gerar custos adicionais significativos por remessa. Para os exportadores, cada carga pode ter um acréscimo de até 3 mil libras, valor que pesa sobretudo sobre pequenas e médias empresas, muitas das quais reduziram ou interromperam as vendas ao bloco europeu.
Os reflexos já aparecem nos volumes embarcados. Desde 2019, as exportações britânicas de carne suína para a União Europeia caíram mais de um terço, em um movimento associado ao aumento das exigências e à perda de fluidez no comércio. Ao mesmo tempo, o setor agroalimentar acumula gastos elevados com certificações, que já somam centenas de milhões de libras desde a saída do bloco.
Para a cadeia suinícola, os custos são considerados improdutivos, já que não contribuem para ganhos de eficiência ou aumento da produção. Embora o setor tenha se adaptado ao novo ambiente comercial, a avaliação é de que as condições atuais permanecem menos favoráveis do que no período anterior ao Brexit.
Diante desse cenário, a indústria defende a adoção de um acordo sanitário e fitossanitário mais amplo entre Reino Unido e União Europeia. A medida é vista como essencial para reduzir a duplicidade de processos, diminuir os custos administrativos e agilizar o fluxo nas fronteiras, sem comprometer os padrões de biossegurança e qualidade.
A expectativa é de que avanços nesse tipo de negociação possam restabelecer parte da competitividade da carne suína britânica no mercado europeu e oferecer melhores condições para produtores e exportadores, que seguem pressionados pelo aumento dos custos e pela retração das vendas externas.
Fonte: Pig World



