Cadeias produtivas cobram ações do governo e de parlamentares

  

 

Cadeias produtivas cobram ações do Governo e de parlamentares

 

A situação dos setores de produção animal do Rio Grande do Sul está no limite em função dos bloqueios nas rodovias do Estado. Indústrias paradas, animais em sofrimento, produtos estragando, alimentos descartados e problemas ambientais pela frente. As agroindústrias, cooperativas e produtores já contabilizam prejuízos de milhões de reais. O corte no fluxo comercial compromete, já para a próxima semana, o cumprimento de compromissos como pagamento de fornecedores, tributos e salários.

 

Entidades representativas dos quatro principais setores de produção animal do Rio Grande do Sul – aves, suínos, pecuária de corte e de leite – se uniram para pressionar o Governo e os parlamentares gaúchos estaduais e federais para que façam cumprir as liminares de desbloqueio de rodovias já emitidas pela Justiça Federal e pela Procuradoria-Geral do Estado. Uma nota conjunta oficial foi enviada para o governador José Ivo Sartori e também aos deputados, na expectativa de uma rápida solução para o problema. “Até segunda-feira, a maioria das indústrias estará parada, caso a situação não se normalize imediatamente”, diz a nota.

 

“Precisamos de uma posição sobre as liminares. A Justiça Federal nem aceita novos pedidos já que os anteriores ainda não foram cumpridos. Temos que, ao menos, fazer chegar ração às granjas, pois os animais estão morrendo de fome”, desabafa Rogério Kerber, do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos. 

 

No setor de laticínios, as indústrias deixaram de receber nos últimos dias mais de quatro milhões de litros de leite. “Além da falta do produto, já não temos mais embalagens e outros insumos necessários à produção”, lamenta Darlan Palharini, do Sindilat. Na avicultura, que embarca diariamente 2,5 mil toneladas para diversos países, os prejuízos comerciais – além dos financeiros – são muito grandes. “Estamos deixando de cumprir compromissos contratuais com nossos compradores”, afirma Santos, da Asgav. O setor de aves abate, diariamente, três milhões de cabeças.

 

As indústrias de suínos foram as primeiras a sentir os efeitos dos bloqueios. Animais sem ração nas granjas dos integrados começam a passar fome e mortalidade já é registrada. Sem condições de irem para o abate, os suínos terão que ser sacrificados na propriedade, causando um sério problema ambiental, pois não há local para o descarte ou enterro dos animais. “Nas indústrias, faltam embalagens, condimentos e espaço no estoque para continuar as atividades”, lamenta Rogério Kerber.

 

No segmento de carne bovina, os frigoríficos já estão praticamente parados. “Os caminhões de graxarias e couros não conseguem chegar nas plantas e, sem eles, o abate para”, explica Zilmar Moussale, diretor do Sicadergs. Além disso, cargas de carne não estão chegando às indústrias processadoras, que também já suspenderam a produção. Moussale afirma que nos próximos dias o abastecimento de carne para o consumidor gaúcho deve ficar comprometido, pois o produto que estava vindo do Paraná e do Tocantins não consegue entrar no Estado. “Apesar de serem caminhões refrigerados, já temos cargas condenadas, paradas nas rodovias.”

 

Thais D'Avila

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