Preço do suíno está 4% mais alto em relação a junho de 2013

 AUMENTO

25/06/2014 | 19h08

Preço do suíno está 4% mais alto em relação a junho de 2013

Oferta menor do produto e mercado aquecido pela Copa do Mundo estão entre as principais explicações pela alta

  • João Henrique Bosco | Limeira (SP)
Caco Konzen
Foto: Caco Konzen / Agencia RBS
Preços devem se manter estáveis até o final do ano

 

Os suinocultores de São Paulo voltaram a recuperar o preço, que estava em baixa nos últimos meses. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor do quilo do suíno vivo teve alta de 4% em relação a junho de 2013. A oferta menor do produto e mercado aquecido pela Copa do Mundo estão entre as principais explicações pela alta. Para os suinocultores, que vêm enfrentando dificuldades nos últimos dois anos, a notícia é boa, mas insuficiente para amenizar os problemas e os desafios do setor.

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Em Cosmópolis, no interior de São Paulo, a oferta está abaixo da demanda. Segundo o pesquisador do Cepea Augusto Maia, o valor do quilo vivo do suíno no mês de junho foi de R$ 3,50. No mesmo período do ano passado, o valor variou entre R$ 2,77 e R$ 2,99.

– A gente veio de anos ruins para o suinocultor e este comportamento fez com que o pessoal ajustasse a produção nos últimos anos. Como essa produção já entrou limitada em 2014 e tivemos quebra de oferta na safra de bovinos, a população migrou para suína. Assim, somada à produção mais ajustada, o preço do suíno vivo, carcaça e cortes subiram em 2014 de uma maneira geral – explica.

O suinocultor Ricardo Pereira está vendendo o quilo vivo do suíno por R$ 3,68 e o custo de produção é de R$ 3,45, uma margem apertada de lucro.

– Em janeiro, estávamos vendendo o animal a R$ 4,00. Depois, começou uma queda muito grande. Ao mesmo tempo, começamos a enfrentar uma seca e um aumento do custo elevado tanto para soja quanto para o milho, que representam 90% do custo da produção. Além disso, os fretes subiram muito em função de colheitas. Somos um mercado volátil, os preços caem constantemente e não tem como saber por quanto vai vender nos meses seguintes – diz o produtor.

Segundo o pesquisador do Cepea, os preços devem se manter estáveis até o final do ano.

– Com a entrada do inverno, se tem um bom consumo de suínos. A oferta de boi terminado não é grande. Vai ter entrada de confinamento, mas com um volume que não deve dar giro no mercado. Outro fator que ajuda a dar firmeza no mercado são as exportações, que vêm caminhando bem tanto suíno e frango, em alguns casos, têm quedas mensais, mas as cotações estão firmes – conclui.

 

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