Oportunidade para a suínocultura

 Oportunidade para a suinocultura

 

A baixa na produção de suínos dos Estados Unidos, decorrente das mortes por diarreia epidêmica, deve transformar-se em oportunidade para o Brasil. A estimativa é do vice-presidente de Suínos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Rui Vargas. Segundo ele, inevitavelmente, os norte-americanos precisarão rever o planejamento e definir quais mercados serão atendidos prioritariamente. 'Se a União Europeia e o Canadá não conseguirem suprir essa demanda, o Brasil pode se candidatar', afirma. Vargas ainda prevê que os produtores norte-americanos deverão enfrentar maior dificuldade alfandegária para exportar a carne. E citou como exemplo a China, que já tornou mais rigorosas as garantias exigidas acerca da sanidade e da procedência dos animais importados.
 
Além dos chineses, que em 2013 importaram do Brasil 517,33 mil toneladas - o equivalente a 1,36 bilhão de dólares - Japão, Coreia do Sul, México, Panamá, Costa Rica e República Dominicana são países que podem vir a demandar o produto nacional. E, conforme Vargas, há produção suficiente para ampliar as exportações. 'Tudo vai depender do preço', pondera o executivo. Contudo, devido aos fatos serem recentes, considera precipitado abrir negociações neste momento.
 
No Brasil, os reflexos do surto da doença nos EUA já começaram a aparecer. Só neste mês, três frigoríficos foram reabilitados a exportar suínos para a Rússia, dois da Pamplona, em Presidente do Sul e Rio do Sul (SC), e a Alibem, em Santa Rosa (RS). Ao todo, nove plantas foram reabilitadas nos últimos cinco meses. 'Com certeza, as importações de carne suína refluem quando há um evento de sanidade no país', avalia o presidente da ABPA, Francisco Turra. Segundo ele, o primeiro movimento de nações, como Rússia, México e China, por exemplo, será a busca mercados confiáveis como o Brasil.
 
O diretor-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul (Sips), Rogério Kerber, lembra que a União Europeia também passa por um período de crise sanitária, lutando contra peste suína africana que há três meses se alastrou pelos plantéis de lá. O que, segundo ele, é outro fator favorável à meta dos produtores de captar novos mercados para a carne suína brasileira.
 
 Correio do Povo - 21/04/2014

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