Suínos importados devem passar por quarentena para prevenir vírus da

 

Suínos importados devem passar por quarentena para prevenir entrada do vírus da diarreia suína no Brasil

Medida do Ministério da Agricultura inicia no dia 10 de abril

  • Fernanda Farias | Brasília (DF)
Sirli Freitas
Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS
Doença é fatal em suínos jovens e ainda pouco conhecida pelo setor produtivo

 

A partir de abril, todos os suínos importados pelo Brasil vão passar por quarentena na estação do Ministério da Agricultura na Ilha da Cananéia, em São Paulo. A medida está sendo adotada para prevenir a entrada do vírus epidêmico da diarreia suína (PED). A doença é fatal em suínos jovens e ainda pouco conhecida pelo setor produtivo. 

• Leia mais notícias sobre o setor

O gerente de Sanidade Animal da JBS, Mário Sérgio Assayag Jr., visitou granjas nos Estados Unidos, o segundo maior produtor mundial, onde a doença foi identificada em maio do ano passado e já matou mais de 5 milhões de suínos.

– O que choca é a alta mortalidade, chega causar 100% de mortalidade em até uma semana, com perda de 15% dos animais produzidos em um ano – afirma Assayag Jr.

O vírus provoca diarreia e vômito. A desidratação leva o animal à morte em poucos dias. Não existem vacinas, antibióticos ou antivirais. O cenário preocupa o setor produtivo, que se reuniu com autoridades e especialistas para discutir formas de como proteger o rebanho brasileiro, que chega a 25 milhões de cabeças.

– Se a doença atingisse as granjas brasileiras, nos padrões que acontece nos Estados Unidos, quebraria os produtores, inviabilizaria totalmente a granja – disse o conselheiro de relações com o mercado da ABCS, Valdecir Folador.

Depois dos Estados Unidos, o PED já foi registrado no Canadá, na República Dominicana, no México, na Colômbia e no Peru. Os pesquisadores não sabem como a doença foi transmitida entre os países. Por isso, a orientação é intensificar as medidas de biossegurança, com atenção especial para a entrada no Brasil de pessoas que tenham passado por locais onde o vírus circula.

O sanitarista Daniel Linhares explica que o vírus, de origem asiática, se mantém vivo no meio ambiente por até 15 dias e pode ser carregado em roupas e sapatos.

– Temos que assegurar que eles cumpriram o vazio sanitário devido, duas semanas sem entrar em uma granja e, chegando ao Brasil, assegurar que teve troca de calçados e de roupas. É importante dizer que no Peru e na Colômbia não teve importação de animais 10 meses antes da ocorrência, então, eu diria que existe risco para o Brasil e é dever nosso, dos profissionais da suinocultura, saber identificar e informar para o ministério se tiver alguma suspeita perante a eventual entrada desse vírus – relata Linhares.

O Ministério da Agricultura já determinou que todo animal que entrar no país deve passar por quarentena em uma estação do governo federal. A cada dois meses, são importados cerca de 500 animais.

– Essas importações só se darão através de uma estação quarentenária, que fica em uma ilha no Estado de São Paulo. As medidas de adequação já estavam sendo feitas antes da infecção e isso vai nos blindar mais para que essa enfermidade não ingresse. Está previsto a partir de 10 de abril a reinauguração dessa estrutura de quarentena de suínos, e toda e qualquer importação se dará através dessa estação – declara o diretor do departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques.

 Fonte : Canal Rural

>> Mais notícias

25/05/2017

Simpósio do Leite abordará Biosseguridade

10/05/2017

Biosseguridade e bem-estar na produção suína

03/03/2017

Audiência pública proposta por Weber discutirá decreto para suinocultu

16/12/2016

CP: Kerber vai para 7º mandato

16/12/2016

O Sul: Rogério Kerber é reeleito presidente do Fundesa

Ver todas as notícias

<< Voltar

Nome

E-mail

Mensagem