Restrições da Rússia podem abrir mercado

 05/03/2014

Restrições da Rússia podem abrir mercado

 

 

Restrições da Rússia à importação de carne suína dos Estados Unidos e da União Europeia deverão abrir mercado para o Brasil, mesmo após a crise internacional deflagrada com o reforço da presença militar russa na região ucraniana da Crimeia. A avaliação é do diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS, Rogério Kerber. 'Deve haver uma intensificação dos negócios, pois o Brasil tem condições de suprir esse mercado e ter uma boa relação', assinala.
 
Para este mês está prevista a retomada dos embarques da carne suína pelo Brasil, após uma série de restrições. A Rússia é o maior mercado brasileiro de suínos e recebe em média de 180 mil a 200 mil toneladas anuais. A Ucrânia representa metade desse volume.
 
Sobre uma possível influência do conflito nas exportações, Kerber considera que ainda é cedo para desenhar um cenário, mas acredita que não haverá interferência já que o maior volume é destinado à Rússia e não à Ucrânia. Ainda assim, destaca, a população deverá continuar consumindo e se alimentando. 'Esperamos que esse conflito seja equacionado nos próximos dias, para que a economia se restabeleça.'
 
Os embarques do RS para a Rússia estavam parados desde 2011, quando o país considerou que o serviço veterinário brasileiro não cumpria normas da União Aduaneira. No ano passado, a planta da Alibem, em Santo Ângelo, recebeu habilitação após uma missão russa inspecionar a unidade. 'Desde então, eles vêm produzindo e estocando', diz. O diretor executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle, diz que as exportações de carne bovina ainda não foram afetadas, mas destaca que é preciso acompanhar os desdobramentos da crise. Para o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, ainda é cedo para avaliar um possível impacto nas exportações. Contudo, ele teme que a suspensão das relações comerciais dos Estados Unidos com a Rússia possam impactar nos embarques. 'Uma região com conflitos não consegue importar, porque o sistema financeiro internacional é muito interligado, há restrições de crédito para o país que está sendo alvo', explica o economista.
 
 Correio do Povo

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