Cepea: Boletim do Suíno e o mercado em maio

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Cepea: Boletim do Suíno e o mercado em maio

Preços do suíno vivo e da carne voltaram a subir no mercado brasileiro...

Terça-feira, 11 de Junho de 2013 às 12h00

 
 

Em maio, os preços do suíno vivo e da carne voltaram a subir no mercado brasileiro. Os primeiros movimentos de alta foram verificados em Minas Gerais. Segundo colaboradores do Cepea deste estado, é comum a procura por carne suína se aquecer por ocasião de datas comemorativas, como o dia das Mães. Como resultado, também o suíno vivo se valoriza.

Já nos demais estados, as cotações não se alteraram naquele início de mês, período em que o mercado avaliava também o impacto do recuo das exportações de carne suína em abril – eleva a disponibilidade interna.
Na segunda quinzena do mês, os preços começaram a subir nas demais regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo colaboradores do Cepea, especialmente nas praças onde predomina o mercado independente, o motivo para a valorização foi mesmo a oferta limitada de animais para abate. A justificativa dada por produtores para essa restrição é que seus animais não estavam no peso ideal para abate. Por outro lado, representantes de frigoríficos acreditavam que produtores estariam limitando a oferta estrategicamente para gerar recuperação dos preços.A oferta menor até surtiu efeito por um tempo, mas, na última semana do mês, os preços estabilizam na maioria das regiões. Com o feriado do dia 30, muitos frigoríficos não abateram e, por isso, reduziram as compras no período.

Nas regiões mineiras, especialmente, os preços  chegaram até mesmo a recuar no final do mês. Suinocultores e frigoríficos mineiros demoraram semanas para chegar a um acordo na Bolsa de Comercialização do estado. No dia 16, o “preço de negociação sugerido” (mas não acordado) pela Bolsa chegou a ser de R$ 3,20/kg. Ao longo da semana seguinte, alguns colaboradores do Cepea chegaram a confirmar negócios nesse valor, mas outros negociavam no máximo a R$ 2,90/kg. No dia 23, finalmente, o valor acordado foi de R$ 3,00/kg.

Exportações

Quanto às exportações, o volume de carne suína in natura embarcado em maio foi de 37,2 mil toneladas, 26,5% superior ao de abril/13, mas 21% inferior ao de maio/12. Ainda sem dados segregados disponíveis, a menor quantidade frente ao mesmo período do ano passado pode estar atrelada à restrição das compras por parte da Ucrânia, que ainda não liberou as importações da carne brasileira.

Por conta do embargo ucraniano, a Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína) chegou até a reduzir as previsões para as exportações brasileiras de 2013.

Antes, a Associação estimava que as exportações poderiam passar de 581,477 mil toneladas em 2012 para 600-650 mil toneladas em 2013, mas, agora, já se considera, ao menos, estabilidade. Segundo a Associação, a perspectiva é de retomada dos embarques aos ucranianos até junho e, para o segundo semestre, pode haver melhora das vendas para todos os países.

A boa notícia para o setor é que o Japão, maior importador mundial de carne suína e que há muito tempo era visado pela suinocultura brasileira, finalmente liberou as importações da carne catarinense. Com a liberação efetiva das importações, as agroindústrias catarinenses avançam no processo de habilitação das plantas. A perspectiva é que os embarques comecem no segundo semestre.

Relação de troca de insumos

Os preços do milho subiram no acumulado de maio no mercado brasileiro. Os valores foram sustentados por incertezas sobre as safras norte-americana e brasileira, por relatos sobre novos negócios para exportação e, principalmente, pela oficialização de leilões governamentais.

Nos Estados Unidos, no início do mês, a chuva vinha atrapalhando o cultivo no país, gerando expectativas de redução da produção. Porém, em meados do mês, os norte-americanos aceleraram o plantio, que se aproximou da média histórica, fazendo com que novas estimativas indicassem produção recorde no país.Caso a produção seja, de fato, recorde, a maior oferta dos Estados Unidos pode limitar as exportações brasileiras e tirar o suporte de médio prazo às cotações nacionais.

No Brasil, estimativas ainda apontam recorde na produção de milho safrinha, mesmo que o prolongamento da estiagem tenha prejudicado a produtividade das lavouras em algumas regiões. A produção elevada deve pressionar as cotações no médio prazo e o governo já apresentou políticas de intervenção para garantir a renda de produtores.

Quanto ao mercado de farelo de soja, os valores também subiram em maio. A demanda internacional bastante firme foi o principal motivo para o aumento nas cotações do derivado nas regiões brasileiras.

Segundo dados da Secex, os embarques desse produto já haviam praticamente dobrado de março para abril, passando para 1,2 milhão de toneladas e, em maio, o ritmo seguiu elevado, e as exportações somaram quase  1,4 milhão de toneladas.

Além da concorrência com a demanda internacional,  compradores brasileiros esbarravam na resistência de vendedores em negociar nesse momento, visto que muitos postergam os negócios, na esperança de valorização significativa do derivado no segundo semestre. Vale lembrar, no entanto, que o resultado esperado para o próximo semestre vai depender do desempenho da produção norte-americana, que vem sendo prejudicada pelo clima.

Carnes concorrentes

Mesmo com a alta nos preços em parte de maio, o valor médio da carcaça suína comum, de R$ 4,14/kg,ainda foi 5,8% inferior à média de abril no atacado da Grande São Paulo. A demanda interna se manteve enfraquecida em maio, o que pode estar atrelado à desvalorização das carnes concorrentes, bovina e de frango.

De abril para maio, a média da carcaça casada bovina caiu 3%, passando para R$ 6,30/kg. Como a carne suína desvalorizou ainda mais de um mês para outro, o preço da carne suína passou a ficar 34,3% inferior ao da bovina em maio – em abril, era 32,4% mais barata que a carne de boi. Ou seja, a carne suína ficou relativamente mais competitiva em maio.

Por outro lado, em relação à carne de frango, a suína perdeu competitividade relativa de um mês para outro. Isso porque o frango inteiro resfriado comercializado no atacado paulista desvalorizou expressivos 15,4% de abril para maio, passando para R$ 2,85/kg.Assim, a carne suína, que tinha preço 30,4% superior à de frango em abril, passou a ficar 45,2% maior no mês de maio.


Fonte: Cepea/Esalq

Fonte: Porkworld - o Mega Portal da Suinocultura Brasileira

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