Plano garante avanços

Apesar da queda de juros ter sido inferior à expectativa, lideranças do campo aprovaram medidas

O aumento de 18,5% da fatia de juros controlados no Plano Safra, que será anunciado hoje pela presidente Dilma Rousseff, é a medida que mais deve fomentar a produção no campo, avaliaram entidades no Estado. Nesta condição, serão R$ 93,9 bilhões dos R$ 115,2 bilhões confirmados para o ciclo 2012/2013. Baseado especialmente na redução de juros e na elevação de tetos por produtor, o Plano foi aprovado com ressalvas. A principal queda de juros beneficia a classe média rural, que representam 15,4% das propriedades no país. A taxa anual caiu de 6,25% para 5%. Do total da verba, R$ 86,9 bilhões são para custeio e comercialização e R$ 28,2 bilhões, para investimentos. Já a taxa de referência das operações baixou, de 6,75% para 5,5% ao ano. A Farsul queria 4,5%. "Do que foi anunciado, os R$ 93,9 bilhões com juros controlados é o principal avanço, importante para futuros investimentos", diz o presidente da Farsul, Carlos Sperotto. Contudo, o dirigente insiste na resolução do passivo, ainda indefinida. "Para que o Plano Safra seja avaliado com melhores condições que o do ano passado é necessário que medidas auxiliares, como a renegociação de dívidas, sejam atendidas."

Sperotto acrescentou que o seguro rural, um ponto importante, avançou, com o crescimento da subvenção, de R$ 253 milhões para R$ 400 milhões. Para ele, isso demonstra o empenho do governo. Porém, o valor está longe dos R$ 800 milhões que a entidade defendia. As cooperativas não ficaram totalmente satisfeitas. Para o presidente da Fecoagro, Rui Polidoro, a redução de juros de 9,5% para 9% nos programas destinados ao setor está abaixo do considerado ideal, que seria de, no máximo, 6,5% ao ano. O aumento do crédito disponibilizado para os programas voltado ao setor, de R$ 4 bilhões para R$ 5 bilhões, foi considerado "muito bom" por Polidoro. Para ele, assim, será possível recuperar o passivo financeiro, já que possibilitará a quitação de dívidas.

Segundo o economista da Unijuí Argemiro Brum, o Plano Safra vem sofrendo uma mudança de perfil nos últimos anos, considerada importante para o desenvolvimento do setor. "Antes o governo incentivava o consumo com o plano, atualmente fomenta o investimento. Olhando de forma genérica, o pacote parece bom", avalia. No entanto, o especialista conclui que mais recursos, geralmente, significam maior rigor dos bancos. "Não adianta anunciar crédito e dificultar o acesso do produtor."

Algumas medidas

- A taxa de juro anual do Pronamp caiu de 6,25% para 5%;

- A taxa de referência baixou de 6,75% para 5,5%¨;

- A subvenção ao prêmio do seguro rural subiu de R$ 253 milhões para R$ 400 milhões;

- Custeio: O limite individual subiu de R$ 650 mil para R$ 800 mil por produtor;

- O teto para comercialização subiu de R$ 1,3 milhão para R$ 1,6 milhão por produtor;

- Cooperativas: O juro anual de capital giro caiu de 9,5% para 9% ao ano;

- Suinocultura: foi criada linha para a retenção de matrizes, com limite de até R$ 1,2 milhão;

- A renda bruta anual de enquadramento do Pronamp subiu de R$ 700 mil para R$ 800 mil

Fonte: Ministério da Agricultura

Fonte: Correio do Povo

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