Trigo prometido ainda não foi entregue a produtores

 

Segundo Conab, 14 mil toneladas anunciadas há um mês já foram vendidas

Um mês após o anúncio, as 14 mil toneladas de trigo liberadas para produtores prejudicados pela seca ainda não chegaram ao campo por causa de um desacerto entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O acordo foi firmado com os movimentos sociais no dia 1º de fevereiro, e a ideia era que o trigo já estivesse em mãos dos agricultores, o que não ocorreu.

Representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) vão à Brasília hoje buscar soluções para o impasse. Além da questão do trigo, vão cobrar a aceleração da medida sobre a venda de milho a balcão ao preço de R$ 19,10 centavos a saca. Para a aprovação, falta apenas a assinatura do Ministério do Planejamento.

Conforme o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan, o problema estaria na variedade do trigo estocada nos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Estado.

Recebimento de produto no ano passado também atrasou

O trigo tipo pão, segundo o MDS, não pode ser doado para alimentação animal. Outro problema, afirma o secretário, é que as 14 mil toneladas previstas para doação já teriam sido vendidas:

– Primeiro, a informação dos representantes do MDA é de que este trigo estaria no Rio Grande do Sul. Agora, a informação que a Conab passou para o MDS é que este trigo foi vendido e que só temos grão de boa qualidade.

A superintendência regional da Conab no Rio Grande do Sul confirmou a venda. O superintendente da companhia, Glauto Melo, diz que há pelo menos 16 mil toneladas nos armazéns da companhia no Estado, mas ressalta que são da variedade adaptada para a indústria panificadora:

– Dos nossos estoques do trigo disponibilizados no ano passado para doação, o saldo remanescente acabou sendo vendido. O que temos hoje são 14 mil toneladas do MDA e duas toneladas do MDS de trigo pão.

Segundo o vice-presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, cerca de 30 mil famílias teriam a necessidade de utilizar o trigo para a ração animal.

– O governo precisa avaliar essas medidas, não pode sair anunciando sem poder concretizá-las, criando uma expectativa no agricultor de algo que não acontece – enfatiza.

No ano passado, a entrega do trigo aos produtores atingidos pela seca na Metade Sul também atrasou mais de um mês. Cerca de 30 mil toneladas haviam sido liberadas, mas houve demora no processo de licitação de empresas transportadoras do produto.

 

Fonte: Zero Hora

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