Mercado interno garante investimento da indústria

 

Levantamento da Fiergs mostra efeito de importados na produção

Cautelosas diante de um cenário global incerto e da crescente concorrência de importados, indústrias gaúchas devem diminuir a velocidade dos investimentos neste ano. Com a dificuldade em competir nos mercados externos, a saída será focar as vendas no Brasil.

A preocupação é demonstrada na pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) sobre intenções de investimentos em 2012. Conforme o estudo, que ouviu 176 pequenas, médias e grandes empresas, 84,9% planejam investir neste ano, percentual menor do que o ano passado, de 88,1%.

– A indústria está preocupada, especialmente para o cenário do primeiro semestre – disse o presidente da Fiergs, Heitor Müller, acrescentando que o segmento manufatureiro está se preparando para atender o mercado interno, já que as exportações são reduzidas ano a ano.

Ainda de acordo com o levantamento, em 2011, 46% dos investimentos planejados foram realizados apenas parcialmente. Entre os setores mais afetados, conforme Müller, estão calçadista, moveleiro, vitivinícola e têxtil. Impactadas pelos produtos importados, as quase 2 mil indústrias têxteis gaúchas não conseguiram concretizar nem metade do investimento programado.

– Os produtos asiáticos entraram com muita força no nosso mercado. Com a valorização do câmbio, até conseguimos um fôlego. Nossos custos de produção são muito altos – enfatiza Ervino Renner, presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis do Rio Grande do Sul.

Apesar de manter desempenho positivo nas vendas em 2011, as indústrias metalmecânicas de Caxias do Sul também se ressentem dos custos de produção e da consequente perda de mercado externo. Há seis anos, 20% do faturamento médio de R$ 18 milhões das empresas do setor vinha das exportações. Hoje, não passa de 10%.

– Compensamos a perda de espaço lá fora com o aumento das vendas para o mercado brasileiro – diz Getúlio Fonseca, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul.

Setor de alimentos se moderniza e cresce

Na outra ponta, a indústria de alimentos conseguiu modernizar os processos industriais, além de diversificar os produtos. Fortalecidas por um mercado interno crescente, empresas investiram em automação para aumentar a produção e criar diferenciais.

– Tentamos nos desprender da política de preços para nos focar na criação de valor agregado – diz Marcos Oderich, vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Alimentação.

Para fazer frente à competição com outros mercados, interno e externo, a indústria alimentícia investiu em tecnologia, readequou embalagens e aumentou a qualidade e variedade dos produtos.

 

Multimídia

Fonte: Zero Hora - 12/01/2012

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