Estiagem avança no RS e no oeste catarinense

FALTA DE CHUVA

Pelo menos 39 municípios gaúchos decretaram situação de emergência

O Rio Grande do Sul teve ontem uma tarde com condições meteorológicas comparáveis às de desertos. O ar seco fez com que a umidade relativa do ar atingisse 14% em Santa Rosa, no Noroeste, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em desertos, o índice fica abaixo de 10%. Pelo menos 39 municípios estão em emergência.

A previsão é de que a baixa umidade continue atingindo a faixa que vai da Região Central à Fronteira Oeste hoje e nos próximos dias. Além de Santa Rosa, outras cidades gaúchas tiveram uma tarde quase desértica ontem. Em Cruz Alta e Santo Augusto, no Noroeste, o índice ficou em 17%. Em Lagoa Vermelha, no Norte, o percentual chegou a 18%.

Segundo Estael Sias, da Central de Meteorologia, normalmente a média da umidade relativa do ar fica entre 45% e 60% no Estado nesta época do ano. Ainda que não seja possível apontar o La Niña como responsável direto pela baixa umidade, a falta de chuva causada pelo fenômeno contribui para os índices. O pico de calor é esperado para o início da semana que vem, com temperatura perto de 40ºC.

Conforme a Defesa Civil, passa de 235 mil o número de gaúchos prejudicados pela falta de chuva.

Em São Leopoldo, no Vale do Sinos, o racionamento de água será mantido, mas com redução do tempo de desabastecimento de oito para cinco horas diárias. A decisão foi tomada em razão da rápida diminuição do nível do Rio dos Sinos depois das chuvas do final de semana. Novo Hamburgo suspendeu o racionamento na segunda-feira.

Caminhões-pipa abastecem parte de Chapecó, em Santa Catarina

Em Santa Catarina, o problema se repete, e pelo menos 37 cidades decretaram situação de emergência. Em Chapecó, os aposentados João e Ernesta Foletto, moradores da linha Marcon, convivem com a falta de água há quase um mês.

– Estamos economizando o que dá – afirma João, 78 anos.

O poço da casa baixou cerca de dois metros. Restou cerca de meio metro, volume que some ao ligar a bomba que leva água ao reservatório da casa.

Um açude que abastecia 20 bovinos também secou. Eles são obrigados a encontrar água em poças de um riacho. Para os porcos e galinhas, João leva água de balde. O município já está abastecendo cerca de cem famílias com caminhões-pipa.

 

 

Fonte: Zero Hora - edição dia 04/01/2012

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